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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Poema Burns - Cidade em Chamas


Burnezitoos! Aqui vai um dos poemas que fiz inspirado na história de Cidade em Chamas, continuação de Chamas de Sangue *--*


Traição Que Queima A Pele

As mentiras levam teu cheiro
Agridoce, meu calmante
Não grito mais, seria exagero
O que antes era doce, hoje é apenas azedo

E desculpe se eu tenho medo
Se em ti procuro acertos
Se és tão errante
Se fui eu quem sempre precisou de consertos

Eu gritava para que nunca me deixasse
Hoje quero te deixar
Pois, desculpe, pois se me amasse
Nunca iria me mentir, me enganar

Sou tão fraca a ponto de me proteger?
Se me protege com mentiras
Prefiro que não me protejas

Prefiro que me jogue as verdades
Como sempre fazia
Não me esconda tuas maldades
Que eu não te escondo as minhas

Traição que queima a pele
Já chamuscada com teus beijos
E tua risada que ressoa no ar
Me lembrando que hoje sou o que te repele
O que te enoja e te faz querer matar

Mas quem morre sou eu
Sentindo saudade do que foi e do que me prometeu

Eternidade
Lealdade
Mas, obrigada pela falsidade
E pela necessidade

De dizer que já não te conheço

Mas tua traição ainda queima
Como teu nome em mim
Como teu sangue em minhas veias
Como nós dois tão longe do fim.

Esse é só o começo.

E aí? O que acharam? Quero comentários x.x

Beijos, 
Marcinha

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Poema Burns


Queima, queima, queima.
Vem varagoso, obscuro,
Me fere.

Queima, sinta a chama
Deixe escorrer.
Me mate. 

Chame o mal em mim
Mude toda a essência
Me transforme.

Dê-me a nova vida,
E abandone-me nesse 
Mar de chamas.

Incendeia-me enquanto grito por salvação

Quando o liquor da sua vida me toca
E o fogo se alastra por todo o mundo
As vozes gritam "Queima, queima, queima!"

Quando você me toca, o meu sangue é chama,
Arde e ilumina a escuridão à frente
Vem e me veja arder. 


segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Prato Principal de Uma Noite Normal


Ela é humana, mas é tão forte
Ela é insana e não tem medo da morte
E eu quero tê-la para mim
Porque apenas eu posso impedi-la de chegar ao fim

Posso torná-la eterna
Posso prendê-la entre minhas pernas
Enquanto ela brinca com a vida
Poderia estar brincando comigo

Tudo que ela conhece é despedida
Vou apresentá-la ao perigo

Se ao menos ela me olhasse
Me sentisse à espreita
Se ao menos ela me encontrasse
Preso à sua cintura estreita

Seu sangue seria meu prato principal
De uma noite normal
E minhas palavras se perderiam
Entre seus dentes se prenderiam

Minha mente e a minha carne que arde

E se tudo que ela quer é a verdade
Aqui eu conto:

É apenas porque é tudo que eu quero
Porque não me quis
Por que, no fundo, sei que será melhor do que eu espero
Talvez seja tudo que eu sempre quis.

Você.


 Inspirado no capítulo DEZENOVE de Chamas de Sangue.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Poema - Burns II -


Foi “eu te amo”
Nada de “eu também”
Nos meus sonhos eu te chamo
Você vem?

Eu dormia até você chegar
Sempre apenas sonhando
Você é realidade, é ar
Estou exagerando?

A segurança deles pela tua
A vida deles pela tua
É apenas a que me interessa
Você vê?

Eu chamei de obsessão
De paixão
De calor
Deveria ter admitido que sempre foi amor

Mesmo quando eu não sabia
Eu sabia
Não foi você quem foi transformada
Eu que fui.

Você me fez nascer do nada
E agora é meu sangue que nas tuas veias flui
E são meus dentes na tua carne vermelha...

E amor... Eu jamais vou esquecê-la.

- Chamas de Sangue, Capítulo Trinta e Quatro

Poema - Burns -


Ontem à tarde, a querida me perguntou se eu não tinha mais poemas sobre Burns e eu resolvi escrever. Vou postá-los hoje então!
Esse é bem óbvio de quem se trata, dos meus amados Irmãos Burns. 

Eles eram que nem o sol e a lua
O dourado e o negro
Mas nunca foram o bem e o mal

Quando um vem, outro recua
Um é meio, outro inteiro
Nunca foi um falso e outro real

“Sua beleza será sua maldição”
“Você é uma vitória”
Eles eram uma grande contradição
Cada um com sua glória

Um feito com amor
Outro com nada além de sangue e dor
Um foi música e primavera
Outro foi apenas cortes e espera

Os dois com olhos verdes
Sem verdades
Olhar escuro, olhar claro
Sem futuro, sem amparo

Uma linda risada
Um belo rosto
Fruto de uma noite apaixonada
O outro apenas o oposto

Onde foi que se perderam os irmãos?
Deveriam ser amados
Teriam que ter dado mais as mãos
Mas eram passos errados

Um jurou a morte do outro
O outro jurou em dobro
E o poder veio e os destruiu

Eles se amavam
Mas nenhum deles descobriu
Era tarde
E eles não quebram promessas

Quem ficará no fim?


- Chamas de Sangue, Capítulo Trinta e Dois

Pra quem não sabe, Gisele Galindo, é autora do série Destino Íntimo, que terá a publicação do primeiro livro no segundo semestre Editora Arielli, além de ser uma burnicat.

Espero que vocês tenham gostado, não deixem de comentar \õ 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Explicações

Agi por impulso
Queria ficar contigo pela eternidade
Tive que parar teu pulso
Para que ficasse comigo de verdade


Teu sangue em minhas veias
O meu nas tuas
Te dando vida eterna, te prendendo nessa teia
Nessa ou em outras luas


Amor mais forte só pode ter um imortal
Dor sem corte até parece algo natural
E teu cheiro invade o ar
E preciso dele para respirar


Mudei as regras, burlei a lei
Agi às cegas, eu sei
Teu olhar verde no meu
Minha sede abastecida com o sangue teu


Era para ser assim desde sempre
Mas você ainda não havia nascido
Nunca fui tão feliz, que eu me lembre
Do que na hora que teu olhar ficou no meu perdido


Meu amor por ti não é suficiente para uma vida
É preciso a imortalidade, a eternidade
Minha vida sem ti era amortecida, sem vida
A verdade é que tua existência me deu a verdade


Teu sorriso faz bater meu coração morto
Tua fala me deixa absorto
E eu nunca quero parar de te ouvir falar
Fale, fale, fale... Nunca se cale


São tuas palavras que me mantém vivo
São teus olhos que fazem de mim criativo
E essas rimas sem sentido
São pra ti, como é pra ti que tenho vivido




Como tenho existido
Pela eternidade
Pra sempre e sempre
Que seja essa também tua vontade.


M.L. Bastilho
Capítulo Dezenove

Três Goles


Sinto gosto de sangue na minha boca
E é o teu sangue
Minhas mão estão manchadas, machucadas, quebradas
E mesmo assim, quero tanto, mas tanto te tocar
Que dói, a sede me corrói, destrói

E minhas presas afundam na tua garganta
Três goles, não lute, não adianta
Você é doce, eu agridoce
Você é o céu e eu o réu
O julgamento está em andamento

Eu não fiz nada

Passa tempo, passa tempo
Continue calada, você prometeu
Você é o passatempo daquele que leva meu sobrenome
E eu sou o teu
Mas ainda assim você me dá fome

Você aflora o meu pior
Você me faz gritar, quero te ver sangrar
Você puxa para fora o meu melhor
Me faz amar, não posso te ver chorar

Quero te ver feliz
Vou vê-la feliz
Com ou sem mim
Agora ou no fim

Meus planos te enganam
Não confie em meus olhos verdes
Só os insanos amam
E apenas os fracos lutam contra a sede

Tenho sede, fome, gana de ti
Você não sede, não grita meu nome, e eu parti
Te dei de presente pra ele
Você nem o conhece, ele não te merece
Mas você não o esquece

Se repete a historia
Que tão viva está, que fode a minha memória
Te perder é fácil
E ele é ágil

Mas eu te amo
E é teu nome que chamo
Quando o prazer me ganha e o teu corpo me apanha
Pois estou contigo em corpo
Em coração
E alma
E é tarde demais para reverter isso...
Não que eu queira...
M.L. Bastilho

Capítulo Quinze

As histórias explicam o passado, as palavras confundem o futuro
E os beijos preenchem o presente.