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sábado, 24 de outubro de 2015

○ Fora de Burns - Entrevista com Marcela de Luca - Dois Lados de um Coração


Como o prometido, agora, de tempos em tempos, vou postar aqui entrevistas com autores nacionais que estão lançando suas obras.
 LER NACIONAL É PRECISO, POVO!

Para começar, vamos conversar com Marcela de Luca, autora de Dois Lados de um Coração – romance lindo lindo lindo da Editora Arwen!

Marcela, conte um pouco de Dois Lados de Um Coração.
Costumo dizer que Dois Lados de um Coração é um livro diferente dos romances dramáticos que você vai encontrar por aí. A história traz personagens humanos, que sofrem como a gente, e isso para mim é o que me atraí muito em um livro: saber que eles não são perfeitos e que precisam aprender a superar obstáculos para encontrar o final feliz. Quanto mais próximo da realidade um personagem é, mais à vontade nos sentimos com ele. Dois Lados de um Coração vai lhe fazer se sentir em casa e você vai sentir como se já conhecesse Elizabeth, Thomas e outros personagens há muito tempo...
Dois Lados de Um Coração acabou de ser lançado pela Editora Arwen. Conte-nos como chegou até aqui.
Dois Lados de um Coração era uma fanfiction, em 2011, e, assim que terminei de escrevê-la, muitos leitores me pediram por uma continuação ou para transformar aquela história em um livro. Passei 2012 reescrevendo e, quando acabei, decidi procurar por editoras, mas não tive sucesso. Foi então quase pensei em publicar de forma independente e também não segui em frente. Hoje eu acredito que tudo deu certo para que, no fim, eu encontrasse a Editora Arwen, que me acolheu de braços abertos.
Como foi o processo de escrita de Dois Lados de Um Coração? Quanto tempo demorou? Se houve dificuldades, quais e como as enfrentou.
Foi complicado e maravilhoso ao mesmo tempo. Revezei a escrita com os estudos e isso levou mais tempo do que eu esperava. Demorei um ano para deixar a história do jeito que queria. Nunca escrevi com o intuito de ser publicada, mas sempre me preocupei sobre a opinião de quem fosse ler. Queria que as pessoas lessem o que eu escrevia. Porém, quando percebi que estava entrando nesse mercado literário, levei um susto. Fiquei dias me perguntando o que estava fazendo. Até que cheguei à conclusão de que estava seguindo meu sonho, que não seria fácil, mas seria fantástico. E está sendo.
Fale um pouco da Marcela de Luca, a autora e o que tem dela no livro. (será que podemos saber ou é segredo?)
Não é segredo nenhum! Hahahahaha! Eu sou uma mera mortal que tenta todos os dias levar algo de bom na vida de alguém. Não importa como farei isso, desde que eu faça. Gosto de me sentir em paz com o mundo e com as pessoas ao meu redor. Alguém muito importante me disse esses dias: sua missão é espalhar paz e amor no mundo. E é o que tento fazer com meu livro: espalhar amor. Acredito que há muito disso em Dois Lados de um Coração. De uma forma ou de outra, há algum personagem tentando melhorar alguma coisa. Até mesmo um personagem chamado destino.
Na hora de escrever, existe algum ritual que você segue ou apenas pega papel, caneta e escreve?
A única coisa que não dispenso é uma boa música. Mas quando não é possível, apenas sento e escrevo, não importa onde eu esteja.
Escrever sobre luto e uma garota tentando lidar com tal dor deve ser muito difícil. Conte-nos por que escolheu esse tema para escrever.
Gosto de ver personagens que amadurecem ao longo dos livros. Elizabeth foi quem apareceu em minha mente primeiro e ela era alguém que precisava de um desenvolvimento completo. Eu me dou muito bem com dramas e o que seria de um bom drama sem um luto? Hahahaha! Brincadeiras à parte. Eu me sinto confortável escrevendo cenas tristes e, por consequência, situações que levam os personagens ao amadurecimento. O que seria de nós sem alguns momentos tristes?
Assim como o luto – e a dor –, há também o amor.  Você acha que essa dicotomia “dor-amor” está sempre na vida de todos? Foi difícil representá-la na escrita?
A vida de ninguém é perfeita. Como disse anteriormente, o ser humano precisa de momentos de tristeza para conhecer a felicidade. E se tiver amor tudo fica melhor. Superar uma perda, uma situação de profunda tristeza com alguém que você ama ao seu lado torna tudo mais suportável. E é isso o que acontece em Dois Lados de um Coração. Não foi difícil, mas também não foi uma tarefa fácil fazer pessoas – personagens – que você ama sofrerem.
Seus personagens parecem ser fortes e determinados. Vi uma vez alguém dizer que os autores sempre acabam aprendendo alguma coisa com os próprios personagens, isso aconteceu contigo? Se sim, poderia nos contar?
Siiiim! Costumo dizer que tem muito de mim em Thomas e muito do Thomas em mim. Na minha opinião, ele é o personagem que mais amadurece durante o livro e isso faz com que eu o ame imensamente. Sinto que aprendi muita coisa com ele, pois ele mostra que todos nós podemos melhorar e é a maior prova de que sempre vamos conseguir o melhor para nós se nos esforçarmos e tivermos paciência. Tenho certeza que a maioria que já leu o livro vai concordar comigo. Hahahaha!
E pode, também, nos dar um trechinho, para termos uma ideiazinha do que esperar da leitura de Dois Lados de Um Coração?
Claro! Aqui vai uma das cenas que mais gosto na história:
“— Feche os olhos.
— O quê? — Os olhos. Feche-os.
Elizabeth fez o que Lorenzo mandou e descansou as pálpebras. Não sabia qual era o intuito daquilo, porém, mesmo assim, ela tentou. Não foi fácil, mas quando Lorenzo se afastou e pediu em um sussurro que ela continuasse daquele jeito, a respiração de Eliz ficou mais calma. Então se desligou de tudo e se concentrou nos sons ao seu redor. Ela ouviu o canto dos passarinhos, as vozes das vizinhas que jogavam as mãos para o céu enquanto falavam e o barulho que o vento fazia ao bater no seu corpo. Era até um pouco estranho não escutar o som dos carros e da área urbana. Ao invés do estresse e do cansaço da cidade, era possível sentir uma onda de tranquilidade e ócio vinda de todos os lados. Seus cabelos grudaram em sua boca e, quando foi tirá-los, sentiu o toque da mão de Lorenzo mais uma vez.
— Você devia fazer isso mais vezes.
Eliz abriu um sorriso satisfeito.
— Obrigada.”

Um recadinho para os autores iniciantes e o povo de Burns:
Aos autores iniciantes: eu também estou começando agora, mas já aprendi muita coisa e uma delas foi que as melhores coisas são mais difíceis e demoram. Qual seria a graça de conquistar algo se fosse tão fácil? Nunca desistam dos seus sonhos, por mais complicado que pareça ser. No final vai valer a pena.
Ao povo de Burns e a todos: espero que, se vocês lerem, amem Dois Lados de um Coração. Que a história os inspire e toque seus corações. Foi maravilhoso escrevê-la e espero que seja maravilhoso lê-la.
Nunca esqueçam que o final feliz chega para todos nós.

Gostou? OLHA ENTÃO ESSA CAPA!

Sinopse do livro:

Dor. Nunca uma palavra fez tanto sentido na vida de Elizabeth Campbell. Quando a felicidade parece finalmente estar caminhando junto a ela, esse outro sentimento vem e toma o seu lugar. A tentativa de ser feliz novamente poderia ser conquistada se não fosse o fantasma de suas antigas dores que volta atormentá-la. Elizabeth jamais imaginou que a vida seria capaz de lhe tirar sem permissão a pessoa que ela mais amava. Após perder seus pais de maneiras diferentes, ela passou a acreditar que nunca mais passaria por algo parecido. A vida, no entanto, preparava-lhe uma surpresa em silêncio... Quando Campbell se vê presa dentro de si mesma, mergulhada em uma tristeza sem fim e incapaz de seguir em frente, Thomas Hunter, um rapaz que nunca acreditou no amor, tenta tirá-la do chão, embora ele também precise que alguém o tire de lá. Juntos, eles descobrem que são capazes de superar as perdas e frustrações que a vida lhes deu.


Para saber mais sobre a autora e a obra:


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Fora de Burns - Conheça a Wiicked Live

Oi, povo de Burns!

Hoje vou apresentar para vocês a minha dupla querida de amigos e designers Yuri Morais e Graci Andrade, a Wiicked Live, que foi quem produziu a capa de Chamas de Sangue e está trabalhando na de Cidade em Chamas!
Fiz umas perguntinhas pra eles para vocês entenderem melhor como funciona e para os conhecerem direitinho.


Wiicked
 – O que é a Wiicked Live?

Yuri: Wiicked foi parceria do Yuri Morais com a Graciliana Andrade com a visão de trabalhar com artes editoriais, pois ela tem contatos no ramo e está sempre acompanhando autores. O primeiro trabalho junto foi a capa do Chamas de Sangue que chamou bastante atenção de autores independentes e editoras.

– Como um autor entra em contato com vocês?

Yuri: Nos encontrar é fácil, fácil =) basta entrar em contato no facebook é a forma mais rápida e garantida de contato que temos. Também temos o e-mail wiicked-@live.com, caso queira conversar por telefone pode ligar pra Graci. Ela vai adorar J


 – Como é o processo de criação da capa de um livro?

Yuri: Depois do contato com o autor, pegamos o briefing e fazemos um estudo planejando uma imagem que seja atrativa ao extremo e desperte curiosidade do leitor, até mesmo de pessoas que não tenha o hábito de ler, mantendo a identidade do livro.

 – A opinião do autor entra onde? 

Yuri: No briefing e após a apresentação da arte pronta.


 – Vocês apoiam jovens autores e sabem que, em muitas vezes, não é possível para eles arcar com uma capa cara... A Wiicked é maleável com os preços se o autor explicar sua situação? Tem como escolher um trabalho de vocês “mais em conta”?

Yuri: Sim, temos o maior prazer em ajudar novos autores, pensando na questão financeira fizemos um estudo com várias agências e designers freelancers.
E estabelecemos preços acessíveis a todos sem desvalorizar outros profissionais da área.


– Hoje em dia, têm sido comum capas com modelos em fotos e coisas do tipo. Você gosta? Se o autor pedisse, seria possível fazer uma assim?

Yuri: Sim, adoro trabalhar com modelos. Gostei desta pergunta para esclarecer essa questão com os autores. Não podemos pegar fotos na internet e sair publicando por aí, existem direitos autorais... Se o autor quiser um modelo em sua capa basta ter o direito autoral.

 – E algum livro que adoraria fazer a arte?

Yuri: Sim!!! Toda a série The Burns! A Graci ama particularmente a capa “Pegasus”  de Kate O’Hearn.

 – A literatura nacional tem ganhado bastante espaço e mais respeito. As capas bem feitas, além do talento dos autores, têm sido importante para isso ou você não acredita que uma coisa tenha a ver com a outra?

Yuri: Nesse ponto discordo do ditado  “julgar o livro pela capa” se o livro for bom, uma bela capa ajuda manter uma boa imagem do livro.

The Burns

 – Como surgiu a ideia para a capa de Chamas de Sangue?

Yuri: Fogo! foi a primeira coisa que veio em mente, depois frustração dentro da história, escolhas e perdas..  veio em mente uma rosa sendo queimada em um cenário retro.

– Foi difícil?

Yuri: Não... foi trabalhoso, porém prazeroso.

 – E de Cidade em Chamas, já dá para adiantar alguma coisa?

Yuri: Vou deixar mistério, mas seguirá a identidade da capa Chamas de Sangue
Terá fogo!

 – Do restante da série?                

Yuri: Espero manter a identidade pra ter uma ligação dos livros a série, usando fogo e cores quentes pra manter o estilo abusando da criatividade.

– E algum livro que adoraria fazer a arte?


Graci: The Burns? Oops! Essa já fizemos rs*... Então tem a do livro “Pegasus”, do livro “Eu sou o número quatro”,”Dragões  de Éter”, “A Batalha do Apocalipse”.. a lista é bem grandinha! ^^

– Algum recado para os leitores de Burns?

Graci: Sim claro um recadão... Podemos contar né? Ahh podemos simmm! rs* Gente, essa série tem como melhorar? Claro que temmm!! O segundo livro está melhor que o primeiro!!! Não acreditam? Então aguardem rs* E quando se entra nessa família linda, não tem como escapar viu? Aproveitem,  o mundo é nosso, o mundo é THE BURNS!
E, PS Garotas: Marcus rosna pra mim? Rs*


 – E para os autores que estão interessados?
Graci: Como o Yuri disse, nos procure pelo facebook:
Nosso e-mail: wiicked-@live.com

Pra aqui vai uns trabalhos – lindos, lindos – da Wiicked!







Não tem como não amar essa dupla, né?!

já, já posto umas novidades da Editora Literata e de Cidade em Chamas!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fora de Burns - Entrevista com Gisele Galindo


Hoje eu tô aqui para apresentar uma autora super querida para mim, Gisele Galindo, autora da série Destino Íntimo.
Para quem não conhece, o primeiro livro da série, Uma Jornada ao Pulsar de Um Estranho, vai ser lançado agora em novembro pela Editora Literata.
Aqui vai a sinopse:

O que fazer quando o mundo acaba? Esta é a questão que permeia na mente das duvidosas vidas dos sobreviventes de uma catástrofe na Terra. Destino Íntimo traz em seu enredo as consequências físicas e psicológicas das pessoas que, de repente, se veem sozinhas, com mudanças em seu DNA e em um cenário de total destruição e morte, mas com estranhas curiosidades. 

Elas terão que aprender que tudo um dia termina, como também recomeça; a assumir desejos, anseios e capacidades; e a controlar seus instintos. O invisível é real. Ninguém é totalmente confiável. O mais forte nem sempre domina o mais fraco. Num segundo você está aqui e no outro... nem você mesmo saberá. 

Perigo, amor, paixão, audácia, aventura, luxúria, habilidades extrahumanas e loucura são chaves para esse novo romance da literatura fantástica. 

Você acredita em destino? Na linha do tempo? E na sua vida? 

Uma obra instigante, que mescla ingredientes como romance e poesia, com cenas fortes e de impacto. Assim que o leitor começa a ler as primeiras páginas, dificilmente ficará tranquilo até que continue a leitura. De fácil compreensão, mas sem perder a complexidade necessária para que a mente viaje na história. Extremamente contemporânea, aborda temas que prendem a atenção. Trata-se de um livro que fará total diferença na estante.

Para quem ficou curioso, aqui tá o que eu achei do livro:  resenha

Sim, eu tive o privilégio de ler antes de que saísse nas livrarias. *---* (pessoa feliz)

E agora, vou mostrar a entrevista que eu fiz com a Gi.

                                                                         - Quem é Gisele Galindo?
Uma mulher que prefere voar a fincar os pés no chão. Mas, infelizmente é necessário tê-los no chão.

- Quando percebeu que escrever era o que queria mesmo?
A paixão era latente e há uns quatro anos explodiu em formato de roteiro para curta metragens, peça de teatro, séries de TV e literária.

- Além de escrever, quais suas outras paixões?
Teatro, cinema, televisão, música e pintura. Sou apaixonada pela arte e cultura em geral.




- Nos fale sobre a Série Destino Íntimo.
A série D.I. (como gosto de chamar carinhosamente) é destinada ao público jovem, mas também nem tanto, pois possui alguns trechos fortes. Por isso, incluo também adultos, principalmente aqueles que apreciam a literatura fantástica. Tem ação, romance, aventura, loucura e paixão. O livro 1 passa-se 100% em terras brasileiras.

- Como foi o processo de escrita do primeiro livro? Quando surgiu a ideia?
Bom, foi meu primeiro livro, calculo que acontece de uma forma diferente para cada autor e também para meus outros futuros livros. Mas, esse foi muito prazeroso. O livro 1 de Destino Íntimo foi surgindo aos poucos e através de muitas pesquisas. Desde os nomes dos personagens aos cenários utilizados. Muitos elementos influenciaram para compor a história e iam surgindo aos poucos. Às vezes passava horas diárias ou noturnas diante da tela do PC escrevendo e me emocionando. Sim, porque depois que a trama está fortalecida, ela invade o escritor (eu no caso), que acaba adentrando a história e vivendo-a junto com o personagem.

- O livro nos leva a todos os cantos do país. Você sempre gostou de geografia ou estudou mais para escrever o livro?
Nunca fui muito fã de geografia, mas sempre amei meu país e decidi que escreveria uma história que se passasse 100% aqui, nesta terra maravilhosa.

- Você trabalhou com um mapa ao lado, não? *risos*
Mais risos desse lado também. Errou feio! Foram vários mapas ao lado.

- E na hora de escolher de onde os personagens seriam, que nomes e aparência teriam... Como foi? Foi difícil escolher? Teve que pesquisar sobre a cultura do estado ou já tinha uma ideia?
Fácil não foi, rs. Dos personagens principais foi mais rápido, claro. Já dos outros, precisei elaborar listinhas com os nomes e detalhes. Trabalho com muitos arquivos... teve personagem que “apanhei” muito de mim mesma para chegar a uma conclusão quanto a nome e localidade. Nossa, tive que pesquisar muito, principalmente quanto ao sotaque mineiro, o escolhido para ser o mais forte e dessa maneira ultrapassar as páginas e atingir em cheio o leitor. Bom, essa foi a intenção, espero tê-la alcançado. Pois, nosso país de tão rico, acaba confundindo os próprios brasileiros nessa questão. Isso é maravilhoso.

- Luna gosta de Restart e Hevo84. Bandas nacionais que enlouquecem muitos adolescentes. Você curte esse som ou quis colocar no livro apenas para tornar Luna mais “real”?
O livro foi escrito há um ano atrás e na época Restart estava muito mais em voga que hoje. Sinceramente não curto tanto assim. Mas, a Luna não sou eu e ela precisava possuir sua própria identidade. Baseei-me na juventude, pesquisei bastante até fechar nessas bandas. Hevo84 nem conhecia, foi através da pesquisa, e acabei gostando deles. Já no livro 2 (adianto, shhh), coloquei uma banda que sou apaixonada. Não resisti.

- Como é escrever sobre... Nada? Digo... *tentando não contar spoiler* Como é descrever o fim de tudo aquilo que conhecemos?
Estranho. Acredito que seja essa a palavra.

- Não te dá um medo danado de acertar na previsão?
Nossa, espero que não. Mas, nunca pensei por esse lado.

- As cenas de ação e *aquelas coisinhas* que fazem do livro ainda mais especial e eletrizante... Como foi criar essa parte? Digo, escolher o que de especial cada personagem teria... Por que teria...
Meu processo de criação é meio maluco, não sei como funciona com outros escritores, pode até ser assim também. Mas, tudo vai surgindo aos poucos. De repente, estou em um lugar e do nada me vem a ideia, pode até já ter passado daquele ponto da história, mas volto e reescrevo. Por isso, faço várias revisões. Amo aventura, ação, sempre com umas pitadas de romance, claro, filmes e livros que só tem homem ou só mulher me irritam.
É complicado escrever esses trechos, pois é preciso pensar nos detalhes e tomar bastante cuidado para não deixar que o efeito seja o contrário e o leitor caia no sono. Já me deparei com muitos livros onde os detalhes acabaram atrapalhando o momento da ação. Em D.I. presto muita atenção nisso. Também uso de uma tática. Depois de escrito, deixo passar um bom tempo e leio de novo depois, para que o vício da leitura não surta tanto efeito.

- Luna ama a Natureza e a Natureza a ama. Você é parecida com sua personagem nesse aspecto?
Um pouco. Claro, que em Luna isso é extremo, visceral. Acredito que seja impossível cada personagem não ter um pouquinho que seja do autor. É como o jornalista, não existe matéria imparcial. A imparcialidade é uma ilusão.

- Outra coisa marcante no livro é a luta pela sanidade... A luta para não se deixar enlouquecer, para ver o que é mesmo real ou é alucinação... É difícil escrever sobre esse assunto?
O difícil mesmo é encaixar tudo, mas escrever não. Depois que flui, tudo surge naturalmente e fica muito gostoso.

- Tem aquele personagem favorito?
Sim.
- E aquele que não gosta muito? Ou mais difícil de escrever?
Hum, acredito que não. O que já aconteceu foi de esquecer algum. São tantos, que de repente numa breve revisão percebi que em certo trecho um personagem não estava presente e todos deveriam estar. Fiquei me perguntando... ué, porque fulano não está aqui? Claro, que arrumei e o inclui.

- Enquanto lia o livro, me deu uma vontade enorme de pegar uma mochila e sair andando pelo país. Era sua intenção? *risos*
Na verdade não. Mas, fico muito feliz que o livro lhe tenha proporcionado essa vontade. Meu intuito era mostrar um pouco do nosso país, pois lia livros nacionais em que a história se passava em outros países, ou até se passava no Brasil, porém com nomes estrangeiros. Ficava revoltada.

- O que te inspira na hora de escrever? Ou você simplesmente senta e escreve?
Às vezes acontece de pintar aquela vontade loucade escrever e aí é só sentar e escrever mesmo. Mas, em geral, coloco músicas, elas me inspiram demais. Tenho várias pastas de músicas escolhidas especialmente para D.I.

- O que o leitor pode esperar de Uma Jornada ao Pulsar de Um Estranho?
Ação, romance e muitos toques psicológicos. Um emaranhado de ideias. E, como você disse antes (eu não havia pensado nisso), pode vir a acontecer de verdade. Afinal, nada é impossível.

- Quando poderemos tê-los em mãos?
O lançamento será no dia 5 de novembro, às 18h, no Salão do Livro de Presidente Prudente. Estão todos convidados.

- Os outros livros da série já estão prontos? Quantos serão? Pode adiantar alguma coisa?
Estou no processo de escrita do livro 2. Está ficancando ótimo, espero que os leitores gostem do 1 e do 2. Bom, de todos, né?!
Serão quatro livros, onde o primeiro se concentra em Luna, os dois seguintes em outros personagens, e o quarto vem para elucidar alguns pontos obscuros da trama. Mas, nenhum perde o foco de Luna Santiago.

- Como leitora, você apoia autores brasileiros? Você lê?
Apóio e leio!!!!!!

- The Burns é sobre vampiros. Você gosta deles? Escreveria sobre o assunto?
Um a parte aqui: amo Chamas de Sangue, estou ansiosa pelo livro 2. Gosto muito de vampiros e já escrevi um conto vampiresco.





Rapidinhas:
- Uma palavra: Amor

- Um sentimento: Amor? RS

- Um *Desejo* Íntimo *piadinha interna*: hehe, que a nova literatura brasileira desponte, bem como o cinema nacional (séries de TV - torcida pelo O Turno da Noite, de André Vianco).

- Superpoder que teria se pudesse escolher ter um: Putz, aí você me pegou... Claro que já pensei sobre isso, mas sempre fico na dúvida. Amava a Vampira, de X-Men, acredito que gostaria de ter o poder dela.
- Estado brasileiro que gostaria de conhecer: Rio Grande do Sul.

- O que diria para as pessoas sabendo que amanhã tudo viraria nada: Até!

- Um livro que marcou: Dom Quixote de La Mancha.

- Um livro que odiou: Vidas Secas.

- Um filme inesquecível: Grease.

- Um sonho realizado: Independência.

- Um sonho apenas sonhado: Minha série de TV (ainda é apenas sonho)

- Uma frase de um livro seu: Na minha cama residem eus.

- Uma frase que você goste muito: O ator é um fingidor.

- Agora, Gi, é livre! Fale o que quiser, chame os leitores para conhecer seu livro, deixe um recado, fique à vontade: Primeiro, obrigada, Marcinha. Amei a entrevista!
Futuros leitores de D.I. aguardo ansiosa pela opinião de vocês. Espero, sinceramente que desfrutem de uma leitura agradável, na medida do possível, rs, que se envolvam e sintam o drama, o romance, a ação, cada curva e declive dessa história, que foi escrita com tanto carinho. Como disse antes, estão todos mais que convidados para o lançamento do livro 1 no dia 5. Por favor, sintam-se à vontade para seguir o blog, o Twitter da série e da personagem principal, Luna, participar da comunidade no Orkut e curtir a fanpage no Facebook. Comentem, opinem, incentivem, enfim, estou embarcando nessa luta da literatura brasileira e conto com vocês e suas críticas construtivas também.
Obrigada aos amigos virtuais que fiz no começo desta jornada e que me ajudaram a não desistir. Amo vocês!


E aqui estão os links da série, pessoal:





Para quem gostou, não deixe de comprar o livro e vamos prestigiar esses maravilhosos autores nacionais!

Gi, antes de mais nada quero te agradecer por ter confiado em mim para mandar seu livro e ter a incrível oportunidade de lê-lo. Gostei muito, como sabe.
E te desejo todo o sucesso do mundo *-*